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Tour de Xadrez – A Dama que dá volta e meia

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Quando estava lendo o livro de Vasily Smyslov “My Best Games of Chess”, que em português foi traduzido como “Partidas Selecionadas de Xadrez”. Na partida 11 não consegui passar desta partida, sempre que começava acontecia alguma coisa, sempre aparecia um compromisso. Gosto de armar o tabuleiro e seguir passando os lances, mas na época o trabalho, o telefone e os afazeres domésticos impediram que terminasse de vê esta bela partida por dias. Então, encostei o livro marcado na estante e esqueci. E algum tempo depois voltei e consegui continuar a leitura. Quando acabei de ler, deixei marcada aquela partida, pois a mesma tem uma peculiaridade, visto que a Dama branca dá uma volta completa pelo tabuleiro, para depois fazer nova incursão de ataque até as pretas abandonarem. Ela dá uma volta e meia pelo campo de batalha sem nenhum arranham. Figura-1: Composição da partida Smyslov vs Makogonov Nesta partida a Rainha branca marcha no campo inimigo e dá uma volta completa no tabuleir...

Xadrez, tem jogador que não abandona e prefere perder por xeque-mate.

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Desde o início o que me fez admirar este magnífico jogo foi o respeito que os jogadores devem ter uns para com os outros. É quase como se fosse um lance, ou mesmo, uma regra enxadrística. Contudo, o uso da lei do xadrez à risca pode ensejar em algumas situações uma discussão ética. Como o momento do reconhecimento de que a partida está perdida e resta apenas desistir. O abandono do campo de luta enseja o respeito ao adversário, e por tabela, aos demais figurantes de um torneio, por exemplo. Estancando a agonia, evita-se assim o velho dito popular: “malhar em ferro frio”. Reconhecer que perdeu e reverentemente deitar o rei, sempre me pareceu uma atitude nobre. Seguindo com o cumprimentar ao oponente, e o rito pós-luta de discutir como foi o embate. Depois estudar para que esta situação não venha a se repetir.   O saber perder é um ato heroico, realmente uma verdadeira virtude, que deve ser exercitada, a fim de mostrar o quão é grandiosa uma partida de xadrez. Este rito nã...

Uma história do tempo das caravelas.

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Depois do descobrimento da América e a chegada dos portugueses ao Brasil. Navios de diversas nações vindos do velho continente  civilizado  passaram a aparecer no litoral brasileiro com frequência, principalmente, na vasta costa das terras portuguesas ainda não colonizadas. Em particular, por estas águas passava um navio de bandeira espanhola, que vinha em busca de pedras preciosas, mas saíram da rota depois de serem castigados por tempestades que os empurraram para o litoral sul. Nesta caravela a tenção não era diferente das demais, c omo ocorria em outros navios desta época, também sempre existiam rusgas e buchichos, ou, mesmo inimizades entre os membros da tripulação. Numa destas rixas estava um jovem italiano, com sua roupa xadrez, que contava com alguma antipatia por parte de alguns tripulantes do navio Cruz Santa de bandeira espanhola. Desgarrado do restante da esquadra expedicionária, a Nau tentava voltar seguindo agora rumo ao norte. Enquanto isso o jovem  i...

Uma partida com vantagem, erro e vitória.

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Ao começar uma partida de xadrez, os dois contendores abrem um mundo de possibilidades. E ao jogar mesmo por correspondência no computador, também, sentimos a emoção a cada movimento. Nem tanto no início, mas quando os embates do meio-jogo começam a desenhar o final da partida. Esta partida ganha uma atenção redobrada, e se a gente está ganhando a coisa fica melhor. E sabendo que a atenção deve ser aumentar, visto que as chances de erro crescem grandemente. Para ilustar, editamos como exemplo uma partida minha, que foi realizada no site “chess.com”, contra o jogador filipino, Melchor Domingo, que começou em fevereiro/2019 e terminou neste mês de maio/2019.  Esta partida é interessante, porque passei por um momento de euforia, visto que ao entrar no meio jogo consegui uma vantagem, mas uma série de pequenos erros me deixou um pouco desanimado. Sem contar que eu poderia ter uma vantagem maior se não fosse um equivoco que cometi no lance 23. E para dificultar as coisas sai de viagem ...

Jogo de Xadrez e Bicho

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Quando ainda morava na casa dos meus pais na velha Rua Costa Sousa no Bairro do Benfica, Fortaleza-CE. Uma coisa que me deixava um pouco irritado; era quando chagava alguém pedindo para eu ir fazer uma aposta no jogo do bicho. Quase sem era um vizinho ou outro, que vinha pedir. E ao fazer o mandado a gente sempre perdia a vezes, e a garotada não perdoava. Saiu, perdeu! Uma vez reclamei para meu pai, que não era justo atrapalhar o jogo de xadrez com estas tarefas. Ele disse que o jogo de xadrez tinha muito haver com o jogo do bicho, porque o jogo do bicho tinha cavalo, assim com no xadrez. E se fosse estudar mais, poderia saber que no passado o xadrez poderia ter tido mais bichos. Porque o jogo de xadrez até ter chegado a esta forma deveria ter tido outros animais. Então, os jogos são quase os mesmos. Tudo tem bicho. Mas, estes argumentos eram apenas para convencer que a tarefa fosse realizada. E sua proposição sobre o xadrez parecia estar fundamentada em suposição. Pois, sa...

Xadrez - Um lance ilegal invisível

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A quebra da lei do xadrez, ou seja, fazer um lance ilegal geralmente leva a partida à derrota. Entretanto existem situações em que a lei não cobre. E outros fatores passam a ser considerados pela arbitragem, contudo a maioria das providências nasce do apontamento do jogador, que se sente prejudicado. E a arbitragem dará a melhor solução sempre buscando tornar a sequencia de movimentos o mais legal possível. Mas, ocorreu no Campeonato Feminino Europeu 2019 uma situação onde ninguém se apercebeu da ilegalidade. Figura 1 – Lance do Roque grande O-O-O Falando em quebra da lei do xadrez. Lembrei-me do tempo quando a gente jogava xadrez com os meninos da rua, ainda nos tempos de aprendizagem, sempre alguém aparecia com uma regra nova. Uma das regras que me veio à lembrança: é que os peões só poderiam mover duas casas para frente se este tivesse na sua fileira de origem, tudo certo conforme as regras atuais, mas somente se fosse o primeiro movimento do jogo, o que é falso. Sabemo...

Levando a taça de xadrez para casa

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Conversando com o amigo José Tupinambá, contemporâneo de Universidade, que também participou dos jogos Universitários de xadrez. Na ocasião me questionou sobre a vitória de 1980. E perguntou o que foi marcante naquele torneio. Então falei da saga depois do campeonato: levar a taça para casa. E ele sugeriu que este seria um bom tema para um texto. Assim, resolvi registrar aqueles momentos difíceis de esquecer. São lembranças que não esquecemos jamais. Numa noite de sábado, 12 de Abril de 1980, terminou o Campeonato Cearense Universitário de Xadrez no qual me sagrei campeão. Depois de concluídos todos os jogos três jogadores terminaram empatados com 5,5 pontos em sete rodadas (sistema suíço de emparceiramento). No desempate fui agraciado com o título. Entretanto, não quero falar da consagração no campeonato, e sim, de como levei a taça para casa. Durante as rodadas, eu pegava dois ônibus para chegar ao local de jogo. Era muito legal, eu participava das rodadas e estava sempre...