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Xadrez – Jogando sujo

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Sai do trabalho correndo. Dirigi meu carro até o centro, para participar do Torneio dos Industriários do Estado do Rio Grande do Norte, enquanto o dia se transformava em noite. Quando cheguei o relógio já estava rodando, parei e respirei, logo que sentei cumprimentei meu oponente. Fiz meu lance. O de sempre, peão do rei na quarta casa, esse é meu lance favorito quando estou de brancas. Vários lances depois levantei e fui dar uma volta entre as mesas para me ambientar, enquanto o oponente pensava. O jogo estava tranquilo! Num dado momento, o meu oponente colocou o indicador bem dentro de uma de suas fossas nasais. Observei de longe: – pensei que porcaria. E lembrei que acabei de pegar na mão do sujeito. E mexia procurando remover algum detrito inconveniente. Ele estava fazendo bolinhas e jogando no chão ou passando na mesa. –Eca! E quanto ao jogo. Ganhei material, estava bem na partida. Minha posição de jogo estava melhor, mas não parava de pensar naquele ato de impureza. As mãos de...

Mania de Xadrez

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  Há alguns dias me perguntaram se eu ainda tinha “mania de xadrez”, respondi encarecidamente que diariamente ainda recorro à internet para dar andamento às minhas partidas de xadrez. E a vida seguiu, mas fiquei matutando sobre este termo, principalmente sobre a palavra “mania”. – Será que isso caracterizaria uma forma de comportamento anormal? Particularmente, a “mania” me parece um comportamento que pode ser corrigido, apenas mudando o hábito do ato considerado e observado com repetitivo. – Por via das dúvidas melhor pesquisar se existe algo nos livros especializados, ou mesmo na internet. Procurei na estante o livro “Moderno Dicionário de Xadrez”, para saciar minha curiosidade. Encontrei o termo “mania de xadrez”. – Que interessante! Existe o termo no meio enxadrístico. E o dicionário começa definindo como se fosse “uma desordem mental”, que se caracteriza por excessiva excitação no que se refere ao xadrez. Ainda complementa que a vítima acometida por esta patologia se tra...

Dia mundial do Xadrez 20 de julho e um andarilho palpiteiro

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No dia mundial do xadrez, dia 20 de julho, vou contar uma pequena parte da história de uma pessoa, que sabia jogar xadrez, e que nunca o vi jogar, entretanto o encontrei dando palpites certeiros, mas não estava interessado em competir com ninguém. Apenas suprir suas necessidade momentâneas, que contrasta com os valores sociais dos anos setenta, – imagine hoje. Figuras raras de um álbum cheio de retratos, aquela figura que é difícil aparecer na banca de revista, mas quando aparece; vai direto para o álbum, e a gente nem se lembra do valor que ela tinha. O tempo vai passando e aquela figura foi fechada no passado junto como as demais. A raridade que parecia extraordinária foi embora como as partidas de xadrez sem anotação, sem memória, a empolgação das posições complicadas vai evaporar, quando a partida chegar ao final e as peças destinadas a uma caixa fechada. E assim foi a pessoa simples que passou lá pela Costa Sousa, bairro do Benfica, na cidade de Fortaleza-CE. Nos dias de jogo no E...

Xadrez – Pandemia, Aldeia global e Mudança de rotina.

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Reportando-me ao meu tempo de menino, lá pelos anos setenta, ouvi uma expressão que muito me chamou a atenção “aldeia global”, e fiquei diante da televisão pensando nesta possibilidade. Os adultos que perguntei achavam que seria possível acontecer, mas que isso estaria muito longe. E pensando nisso uma coisa é certa, a descoberta do “novo mundo”, nosso continente Americano, foi um evento de globalização. Que foi impulsionada pela evolução da ciência, e continuou evoluindo ao longo dos séculos, e consequentemente, abrindo fronteiras. Levando o homem a explorar os pontos mais longínquos do planeta Terra. Figura-1: rotina na pandemia. Voltando para as décadas mais recentes, sobre o termo “aldeia global”, esta foi criada pelo filósofo canadense Herbert MarshallMacLuhan , e ganhou o mundo no início dos anos sessenta. Tendo com referência a revolução tecnológica emergente que possibilitaria uma metamorfose social ampla, tribalizando o mundo através das telecomunicações. Acredito que estamos ...

Jogando Xadrez no Shopping

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No início da década de noventa larguei os jogos postais, e passei a jogar somente pela internet. Jogando xadrez pelo computador há mais de trinta anos, a coisa se tornou mais dinâmica com a ajuda da rede de computadores, quando os contatos com jogadores dos quatro cantos do mundo ficaram mais fáceis. E quando entrei no site “ chess.com ” logo fui designado para ser administrador do Time Brasil Nordeste. Então, fiz amigos pelo site, principalmente no período em que estava como administrador, devido à visibilidade e os contatos. Num certo dia, um amigo me pediu o telefone, chamava-se Marcos, visto que estava vindo com a família a Natal e tiraria uma manhã para jogar umas partidas. Achei muito legal. Fiquei pensando: – como são interessantes estes desdobramentos do xadrez em rede, verdadeiras correntes de amantes do nobre jogo, que possa eventualmente se encontrar para medir conhecimentos e trocar impressões. Essa é uma oportunidade impar. Normalmente, naquela época, no site não jogávam...

Derrotismo no xadrez

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  Esse termo foi empregado inicialmente por Tartakover para referir-se a “abandono desnecessário”. Não são raros os jogos em que o arrependimento bate à porta. Assim, vamos descrever o que leva um individuo a aceitar uma condição de derrota, ou possivelmente, conformar-se com um resultado inferior ao que este poderia ter alcançado, caso tivesse se mantido firme em seus propósitos. O sentimento de derrotismo aliado a uma análise falha da posição leva o jogador a uma tomada de decisão errônea, entregar os pontos antes de a posição perdedora aparecer. E também, quando o jogador tem uma posição ganha, dependendo apenas de levar o jogo a cabo, mas propõe ou aceita o empate, e pior, quando abandona o jogo decretando a derrota de seu reinado diante de sua própria e ignorada vantagem. Ou talvez, o “derrotismo” não seja a única causa, pois tal atitude pode ser motivada por outros interesses fora do tabuleiro. Fora isso. Este assunto nos faz lembrar o samba de Ivan Lins, grande cantor e co...

Xadrez – Momento inesperado no aniversário de Seu Carlos um torcedor roxo do Ceará

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Em algum momento o jogador de xadrez se depara, com uma situação onde tudo para. Um lance inesperado, e vem a dúvida o que fazer. E de alguma forma deve ser encontrada uma solução rapidamente, que seja o menos prejudicial possível para o andamento da partida. Na partida que joguei contra um integrante do time holandês no site “chess.com”, apresentada a seguir, no décimo primeiro lance o oponente erra. E fiquei com duas opções para trocar uma peça (Cavalo ou Bispo) por uma Torre. Parei e fiquei pensando, pensando, e pensando em qual seria o caminho certo. E fiz o lance! Também errei! Perdi a oportunidade de ter uma melhor vantagem. São situações como esta, que a gente se depara pelos caminhos da vida. Nos momentos mais imprevisíveis possíveis. Assim lembrei de um fato simplório, quase hilário, que aconteceu em 1995. Há vinte e cinco anos atrás, como o tempo passa. O impasse vivido num aniversário se assemelha ao momento em que o oponente faz uma jogada inesperada. Fui convidado para um ...